Programa oferece apoio financeiro e mentoria para estudantes negros em universidades fora do Brasil
O prazo para participar da segunda edição do Black STEM, programa que oferece bolsas internacionais a estudantes negros, foi prorrogado até o dia 12 de maio. Inicialmente, as inscrições terminariam na última quarta-feira.
A iniciativa é voltada a pessoas negras brasileiras que desejam cursar graduação fora do país nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática — conjunto de áreas conhecido pela sigla em inglês STEM. O programa é promovido pelo Fundo Baobá para Equidade Racial, em parceria com a B3 Social, que integra o núcleo da bolsa de valores do Brasil, atuando no combate às desigualdades.
Nesta edição, serão oferecidas três bolsas complementares de R$ 35 mil cada, destinadas a cobrir despesas como moradia, alimentação, transporte, materiais acadêmicos e mensalidades em instituições internacionais. O apoio financeiro busca garantir a permanência dos estudantes durante o período de formação.
Além do recurso financeiro, os bolsistas selecionados terão direito a mentorias — tanto individuais quanto coletivas —, apoio psicológico, participação em atividades com lideranças negras e envolvimento em ações organizadas pelo Fundo Baobá e outras instituições parceiras.
Na edição anterior, em 2024, quatro estudantes foram contemplados e hoje estudam na China, Estados Unidos e Portugal, em áreas como ciência da computação, engenharia aeroespacial e pilotagem marítima.
As inscrições devem ser feitas de forma online, por meio do site oficial do Fundo Baobá, mediante o preenchimento de um formulário eletrônico. O resultado com a lista de aprovados está previsto para ser divulgado no dia 8 de julho.
Quem pode participar
Podem concorrer às bolsas pessoas negras — autodeclaradas pretas ou pardas — que sejam brasileiras natas ou naturalizadas. É necessário já ter sido aprovado ou estar em fase final de aprovação em cursos de graduação nas áreas de exatas, experimentais, saúde, tecnologia, matemática ou engenharias em universidades estrangeiras, com previsão de início das aulas em 2025.
Também é preciso comprovar aprovação em alguma bolsa integral ou parcial da própria universidade ou de outra fonte de recursos. Candidatos que irão estudar em instituições públicas no exterior, com subsídio total ou parcial, também serão considerados.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
