*Destaque, Goiás, Política Caiado acusa Lula de negociar com ONG ligada ao PCC

Governador de Goiás disse que Lula “chefia narcoestado”

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República em 2026, Ronaldo Caiado (União Brasil), voltou a criticar duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à coluna de Andreza Matais e André Shalders, no portal Metrópoles, Caiado afirmou que o petista é “representante de um narcoestado” e acusou o Governo Federal de manter diálogo com organizações ligadas ao crime organizado.

A declaração se refere à visita de Lula à Favela do Moinho, na região central de São Paulo, no fim de junho. A agenda teria sido articulada com a Associação da Comunidade do Moinho, entidade presidida por Alessandra Moja Cunha — irmã de Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, o local já foi utilizado para armazenamento de drogas.

“Isso que vimos na imprensa prova o que tenho dito há tempos: o Lula não é presidente dos brasileiros honrados e trabalhadores, e sim representante de um narcoestado implantado no Brasil, com a conivência do próprio Lula e do PT”, declarou Caiado.

De acordo com o governador, o encontro entre o presidente e a comunidade comprova a proximidade do governo com o crime organizado. “Lula se coloca como réu confesso — um presidente que se ajoelhou para o crime. Não existe Estado Democrático de Direito onde o crime manda na vida das pessoas”, disse.

Resposta do Governo

Em nota, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência rebateu as críticas. Afirmou que a visita de Lula teve caráter institucional e foi voltada à escuta da comunidade e ao anúncio de políticas públicas em uma das regiões mais vulneráveis da cidade.

A Secom destacou ainda que a interlocução do Governo Federal se deu com Flavia Maria da Silva, apontada como liderança legítima da comunidade, com “trajetória reconhecida e idônea”. A segurança da comitiva presidencial foi garantida por órgãos competentes, e não houve qualquer risco identificado.

“A interlocução com representantes comunitários é uma prática essencial de qualquer governo que atue com políticas públicas voltadas à inclusão, moradia e promoção da dignidade”, diz o comunicado.

Disputa

A área da Favela do Moinho pertence à União, mas o governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciou um processo de desocupação com ações da Polícia Militar, que foram alvo de críticas de moradores.

Após negociações, o Governo Federal firmou acordo prevendo a saída pacífica das famílias, que receberão até R$ 250 mil de ajuda de custo, pagos pelos governos federal e estadual. Lula esteve no local para anunciar o pacto.

A divergência sobre políticas de segurança tem se intensificado entre Caiado e Lula. O governador goiano é crítico da proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada em abril pelo governo, que amplia as competências da União na área. Para Caiado, a medida representa uma tentativa de esvaziar a autoridade dos governadores.

*Com informações do portal O Metrópoles

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

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