Deputada federal foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Ela deixou o Brasil após ser condenada a dez anos de prisão. O STF deve agora decidir se acolhe o pedido.
Em entrevista à Rádio AuriVerde nesta terça-feira, Zambelli afirmou estar na Europa para tratar de um problema de saúde, mas também disse estar sofrendo “perseguição judicial” após sua condenação.
No pedido encaminhado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a prisão preventiva não significa antecipar a pena da deputada, mas é necessária para garantir a aplicação da lei. Gonet também solicitou que o nome de Zambelli seja incluído na lista de procurados da Interpol, além de suspensão do passaporte e comunicação aos países sobre sua situação.
Investigadores apontam que a deputada teria deixado o país por via terrestre, passando por Foz do Iguaçu, no Paraná, e cruzando a fronteira com a Argentina, na cidade de Puerto Iguazú. De lá, teria seguido para Buenos Aires, embarcando em um voo com destino aos Estados Unidos.
O advogado de Zambelli, Daniel Bialski, disse que foi informado sobre a viagem, que teria sido motivada por questões de saúde. No entanto, ele deixou a defesa da deputada “por motivo de foro íntimo”.
Embora tenha tido o passaporte apreendido em 2023, o documento foi devolvido pelo STF posteriormente. Zambelli deixou o Brasil antes do término do julgamento de todos os recursos contra sua condenação, que pode acarretar na perda do mandato e prisão.
A condenação está relacionada à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a PGR, Zambelli e o hacker Walter Delgatti elaboraram e inseriram documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes, que foi registrado no Banco Nacional de Mandados de Prisão.
Com informações da Veja
Foto: Gabriela Biló/Folha de São Paulo
